Reforma Trabalhista: o que muda nas Férias?

Diogo Oliveira - 13/06/2018 - 0 Comentário(s)

A Reforma Trabalhista aprovada em 2017 alterou uma série de questões das leis trabalhistas, uma delas foi as Férias.

Com as novas resoluções, foram alterados períodos de férias, parcelamento de período e pagamentos.

A mais importante mudança diz respeito à possibilidade de acordo entre o colaborador e a empresa para parcelamento das férias.

Continue a acompanhar este artigo e veja como ficou as férias na Reforma Trabalhista.

Entenda a Reforma Trabalhista

A Reforma de pontos da Lei Trabalhista foi promulgada em julho de 2017 e entrou em vigor em novembro do mesmo ano.

O texto e a proposta realizaram alterações em pontos específicos na relação entre trabalhador e empregador.

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Os principais pontos que sofreram alterações com a Reforma, abrangeram os seguintes itens da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas):

  • Parcelamento de Férias;
  • Pagamento de Teto Salarial;
  • Horário de trabalho e possibilidade de permanência na empresa;
  • Jornada intermitente de trabalho;
  • Home Office;
  • Banco de Horas;
  • Direitos de mulheres grávidas;
  • Imposto sindical.

As diversas mudanças têm como objetivo principal definir que as decisões e contratos trabalhistas sejam feitas de comum acordo.

Dessa maneira, é dado ao empregador e colaborador maior autonomia para firmar um contrato de trabalho e definir as especificações do regime de trabalho.

Além disso, segundo o Governo Federal, a reforma tem como objetivo intensificar o número de postos de trabalhos em todo o país, recém abalado por uma grave crise econômica e política.

Uma das principais decisões da Reforma se desenrola ao redor da questão das Férias, sendo definidos períodos, pagamentos e afins.

Para entender melhor as mudanças em relação às férias, será apresentada a situação antes da reforma e o que foi definido após a mesma.

Como eram as Férias antes da Reforma Trabalhista?

Anteriormente, o Art.134 da CLT definia algumas regras para as férias seguindo o padrão da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

As férias deveriam ser concedidas com o período de 30 dias corridos, salvo algumas exceções, como:

– Se fosse feito um acordo de parcelamento do período, nenhum deles poderiam ter menos do que 10 dias de duração;

– O benefício de parcelamento só era possível para trabalhadores com idades entre 18 e 49 anos;

– E dependendo da quantidade de ausências não justificadas no trabalho dentro do ano, o período de férias poderia ser reduzido:

  • até 5 faltas injustificadas: 30 dias de férias
  • de 6 a 14 faltas injustificadas: 24 dias de férias
  • de 15 a 23 dias: 18 dias de férias
  • de 24 a 32 dias: 12 dias de férias
  • acima de 32 dias: o trabalhador perde o direito as férias

– Além disto deveria ser pago um terço do salário habitual na hora da saída para as férias, além do adiantamento salarial do mês que virá.

Férias e a Reforma Trabalhista

Com a promulgação da Lei 13.467/17 que regula a Reforma Trabalhista, foram definidas as seguintes regras para as Férias trabalhistas:

– A partir de agora as Férias poderão ser divididas em até três períodos, salvo que:

1 – Um dos períodos deve ter no mínimo 14 dias corridos

2 – Nenhum dos períodos poderão ter menos de cinco dias corridos

O benefício de parcelamento das férias que antes era restrito, agora abrange os trabalhadores de todas as idades;

– O parcelamento das férias em um ano não é tido como regra, ou seja, em um ano você pode parcelar e no outro poderá tirar os 30 dias corridos, conforme acordo com a empresa;

O terço do salário habitual, que deve ser pago para as férias, mantém-se a regra de ser pago no máximo até dois dias antes de que se inicie o período.

Caso não aconteça, a empresa poderá ser obrigada a pagar o valor dobrado para o empregado.

Neste ponto, é interessante esclarecer como funciona o pagamento do abono e o adiantamento nas férias.

Por exemplo, o colaborador recebe todo 5º dia útil do mês, e pega férias do dia 25 até o dia 10 do mês.

No 5º dia útil do mês em questão, receberá o salário do mês anterior e quando sair de férias receberá o salário do próximo mês, mais o abono de férias.

Contudo, no próximo pagamento receberá somente o referente aos dias trabalhados no mês anterior.

Empregados que trabalham em meio período, a partir de agora têm os mesmos direitos de férias que o trabalhador de período integral;

– A partir das novas regras não é mais possível que se tire férias dois dias antes de feriados ou do dia de descanso semanal;

Seguem-se a mesmas regras antigas em relação à desconto de dias das férias em consequência à faltas sem justificativas:

– até 5 faltas injustificadas: 30 dias de férias
– de 6 a 14 faltas injustificadas: 24 dias de férias
– de 15 a 23 dias: 18 dias de férias
– de 24 a 32 dias: 12 dias de férias
– acima de 32 dias: o trabalhador perde o direito as férias

Os trabalhadores só podem vender 10 dias de suas férias para a empresa;

Trabalhadores intermitentes tem direito ao pagamento das férias referente ao período trabalhado no ano.

Exemplo, se o trabalhador trabalhar dois meses no ano terá direito ao pagamento de 1/12 avos das férias.

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Diogo Oliveira
Diogo Oliveira

É jornalista e especialista em textos informativos. Atualmente escreve os textos da Soften para a mídia, redige e-books e auxilia no blog. Nas horas vagas, gosta de ouvir música, ler sobre atualidades e política e assistir séries.

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