Quanto custa o seu funcionário?

Vinícius Braga - 10/07/2017 - 0 Comentário(s)

Tendo uma legislação trabalhista e tributária complexa e protecionista, o Brasil exige uma atenção bem apurada dos empresários em relação ao custo de um funcionário.

No momento de fechar uma contratação por meio da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), é preciso calcular o valor do salário e ficar atento aos inúmeros encargos que surgirão para não ter problemas com a saúde orçamentária da sua empresa.

Elaboramos este post com os pontos mais relevantes sobre o assunto para que você possa conhecê-los e colocar tudo na ponta do lápis. Confira!

Materiais-gratuitos

Quais são os encargos de um funcionário

Além do salário, os colaboradores registrados no sistema CLT — com carteira assinada — têm direito a férias remuneradas, décimo terceiro, depósito do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), imposto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), vale-transporte, além de benefícios opcionais, como plano de saúde e vale-alimentação.

Somando todos os encargos que incidem no salário, os empresários acabam desembolsando mais de 60% do valor somente com os custos, ou seja, apenas 32% correspondem ao valor combinado na contratação.

Dessa maneira, o planejamento orçamentário é essencial para manter as atividades da empresa em pleno funcionamento. Aprenda agora a calcular cada um dos benefícios:

  • Décimo terceiro salário: pago anualmente, principalmente em dezembro, sempre é proporcional aos meses trabalhados. Portanto, a metade de um salário caso tenha atuado por apenas seis meses.
  • Férias: além do salário mensal referente aos dias de descanso, o funcionário recebe ainda um terço adicional.
  • FGTS: o Fundo equivale a 8% do pagamento mensal e é depositado em uma conta na Caixa Econômica Federal. Ele só poderá ser sacado em caso de demissão sem justa causa. Neste momento, a empresa precisa arcar com 40% sobre o valor total depositado. É possível ainda o funcionário utilize-o para comprar um imóvel.
  • INSS: o imposto é pago pela empresa mensalmente e ocupa 20% do salário do funcionário, mas existem variações de acordo com o tamanho da corporação. Para micro e pequenas empresas a porcentagem é de 8%.
  • Alíquota de terceiros: as corporações que optam pelos regimes Lucro Presumido ou Lucro Real precisam acrescentar a alíquota de 5,8%, indo direto para o sistema S (Senai, Sebrae, Sesc, Sesi).
  • Hora extra: a partir do momento em que o trabalhador excede o expediente descrito na carteira profissional, a empresa precisa pagar 50% a mais por hora trabalhada.
  • Periculosidade ou insalubridade: quem trabalha em funções com riscos ou das 22h às 5h recebe 20% a mais por hora.

No entanto, ao contrário das médias e grandes empresas, as micro e pequenas possuem algumas vantagens tributárias, como veremos a seguir:

Como o Simples Nacional contribui com a sua empresa?

Vigorando desde 2007, o Simples Nacional é um regime tributário mais flexível voltado às micro e pequenas empresas, ou seja, ameniza os impactos financeiros das alíquotas em relação aos salários dos colaboradores.

Encargos como INSS patronal, salário educação, sem falar em muitas contribuições, como Senai, Sebrae, entre outras, não entram no rol do Simples Nacional.

Enquanto os encargos sociais atingem 68,18% nas médias e grandes empresas, ocupam 39,37% nas corporações inscritas no Simples Nacional, sendo um bom atrativo para aliviar os gastos com os funcionários, principalmente nos primeiros anos de uma empresa.

Com isso, é possível aliviar as contas, sabendo-se que o Brasil é o campeão mundial em cargas tributárias.

Por meio do Simples Nacional, você poderá gerar mais oportunidades de emprego, movimentando a economia e toda a cadeia produtiva.

Quais são os motivos que limitam o crescimento do Brasil?

Diante do alto custo de um funcionário, inúmeros empresários deixam de pagar salários mais altos e ainda limitam o poder de contratações dentro de suas corporações.

Dessa forma, a informalidade cresce exponencialmente no país, fazendo com que milhares de famílias sobrevivam sem as garantias da lei, como INSS, FGTS, férias, 13º, entre outros.

Além disso, a legislação trabalhista é totalmente engessada, com pouquíssimas alterações desde o seu surgimento, em 1943. Falta um amadurecimento e um processo de modernização frente as novas demandas do mercado.

Com isso, além de arcar com todos os encargos e suas alíquotas, os empresários ainda precisam investir no treinamento dos colaboradores, já que a falta de mão de obra qualificada é outro problema seríssimo que limita o crescimento do país.

Banner Planilha Gestao Funcionarios

Que alternativas podem viabilizar mais contratações?

Como a redução dos impostos está distante das pretensões políticas no atual cenário econômico brasileiro, a terceirização em funções meio vem sendo uma alternativa para várias empresas.

O governo federal criou uma lei para estender a medida para todas as atividades, mas enfrenta críticas e processos judiciais que podem engavetar de vez a sugestão.

Neste campo, as contratações acontecem por meio de Pessoa Jurídica (PJ). São trabalhadores que não contam com carteira assinada, ou seja, o empregador fica isento de muitos encargos que incidem via CLT.

No entanto, apesar dos atrativos, existem riscos por conta de possíveis processos trabalhistas pelo fato do colaborador contar com uma prerrogativa de vinculação com a empresa.

Com isso, todos os direitos podem ser reivindicados, causando um grande impacto na finança da empresa em caso de derrota judicial.

Trata-se de outro motivo que causa receio e preocupações no meio empresarial no momento de fechar um contrato deste tipo.

Existem ainda os Microempreendedores Individuais (MEI), que estão crescendo nos últimos anos, com a vantagem de pagar taxas bem reduzidas por mês desde que o faturamento anual na prestação dos serviços não exceda R$ 72 mil.

Uma alternativa é a contratação de cooperativas, equivalendo 40% em comparação aos custos de um trabalhador. Neste caso, a empresa precisa contar com um líder ou gestor, sem vínculos empregatícios, para comandar a equipe.

Qual o custo de um funcionário?

Dentro da realidade trabalhista brasileira, um colaborador que recebe R$ 2.000,00 por mês terá um custo mensal de R$ 3.262,00 para a empresa, ou seja, os tributos consomem mais um salário.

Este exemplo é referente às corporações inscritas no Simples Nacional, sendo um problema muito sério nas contas de quem contrata.

Já nas empresas com os regimes de Lucro Real ou Presumido, aquelas com ganhos anuais superiores a R$ 3,6 milhões por ano, o custo baseado no salário descrito acima fica em torno de R$ 3.977,00.

Dessa forma, o Brasil continua colhendo maus frutos na geração de empregos, necessitando urgentemente de políticas públicas que estejam realmente sintonizadas com as verdadeiras necessidades dos trabalhadores e empresários.

Nós oferecemos uma planilha de folha de pagamento gratuita, você pode baixar agora mesmo clicando aqui.

Conheça Soften Sistemas

Gostou do artigo? Conseguiu compreender qual é o custo de um funcionário? Curta a nossa página no Facebook e se mantenha bem informado sobre o assunto!

Vinícius Braga
Vinícius Braga

É hoje responsável contábil pelo grupo Soften. Assessora também o suporte técnico da empresa quando necessário. Nas horas vagas faz judô e joga futebol. É também professor e pós graduado em Ciências Contábeis.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sistema de Gestão Empresarial com Emissor NFe

Experimentar agora
Receba Grátis Materiais e Ebooks. Saiba como!