Por que as PMEs devem adotar um planejamento financeiro?

Ronnie Birolim - 06/09/2017 - 0 Comentário(s)

Toda empresa possui um ciclo de vida. Quando ainda está sendo pensada, encontra-se em fase embrionária; quando está em pleno desenvolvimento, fica em maturação; enfim, chega o momento em que o mercado começa a mudar – essa é a fase do envelhecimento.

Em meio a esse processo, para identificar melhor a hora de mudar ou de investir, o planejamento financeiro para PME é essencial.

Além disso, considerando o ritmo de mudanças do mercado que tornam o ciclo de vida empresarial cada vez menor, cuidar dessa parte do negócio de maneira minuciosa torna-se determinante para seu sucesso ou fracasso.

O Plano Financeiro tem a finalidade de avaliar se a organização consegue manter-se operante, reunindo informações sobre o investimento necessário para a implementação do negócio, as estimativas de faturamento e custos, demonstrativos de resultados e indicadores de viabilidade.

Ele dá uma visão precisa de questões que, muitas vezes, não nos importamos na correria do dia a dia.

Você, por exemplo, já se fez as seguintes perguntas?

  • Quanto custa manter meu negócio funcionando mensalmente?
  • Meu negócio está trabalhando de maneira enxuta, gastando o mínimo possível e gerando valor?
  • Quando minha empresa gastará para se manter funcionando no próximo ano? Quanto ela precisa investir para crescer?

Se não, vamos ajudar você a entender a importância de ter certas respostas na ponta da língua – ou, claro, em planilhas!

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Estimativa de custos e faturamento ajuda a não operar no vermelho

Quanto sua empresa gasta por mês? E quanto ela ganha? Essas perguntas podem ser muito difíceis de responder, pois não se trata apenas de somar as contas que foram pagas e os pagamentos recebidos.

A análise de custos contribui para uma visão mais realista de gestão. É importante, inclusive, para precificar seus produtos e serviços de maneira consistente.

Afinal, não dá para mudar os preços praticados conforme a onda, não é? A confiança do consumidor ficaria totalmente abalada. Vamos entender em que consiste esses cálculos.

Analise os custos variáveis

São os custos que variam de acordo com a produção, relativos a insumos e matérias-primas. Liste todos os itens, suas respectivas quantidades e custos para ter uma ideia do custo variável presente em cada produto / prestação de serviço.

Um grande erro de gestão é atribuir a margem de lucro de um produto ou serviço apenas a partir dos custos variáveis, negligenciado os custos fixos de operação da empresa.

Defina os custos fixos

Um grande erro de gestão é atribuir a margem de lucro de um produto ou serviço apenas a partir dos custos variáveis, negligenciado os custos fixos de operação da empresa.

Os custos fixos são aqueles que, independente de produzir ou vender o suficiente, você terá que pagá-los todo mês.

Exemplo: aluguel, condomínio, impostos, água e energia, telefone e internet, honorários do contador e outros fornecedores, salários e encargos (incluindo seu pró-labore), material de limpeza e escritório, entre outros.

Entre os custos fixos, também estão as estimativas de depreciação de máquinas, equipamentos e utensílios utilizados na empresa. Às vezes, a reposição desses itens soa como surpresa, mas pode ser prevista e causar menos impacto nas contas.

Para isso, você precisa dividir o valor total do bem pela sua expectativa de vida útil. O resultado será a depreciação anual; a partir dela, será possível calcular a depreciação mensal.

Exemplo: Você pagou R$3.000,00 em um computador e a vida útil média dele é de 3 anos. Teremos:

R$3.000,00 (valor do bem) ÷ 3 (vida útil em anos) = R$1.000,00 de depreciação por ano.

Custo de depreciação mensal = R$1.000,00 (depreciação anual) ÷ 12 = R$83,33

Assim, você deverá incluir R$83,33 na sua planilha de custos fixos mensais.

Faça uma estimativa de faturamento

É uma projeção de quanto a empresa irá faturar mensalmente. Nesse momento, é muito importante conhecer bem a demanda do mercado e a capacidade de produção da empresa. O faturamento será igual a meta de produtos/serviços a serem vendidos multiplicada pelos seus respectivos preços de venda.

No final desse levantamento, a conta deve fechar da seguinte forma: o valor do faturamento deve ser pelo menos igual ao dos custos fixos para a empresa não operar no vermelho. Se o saldo for positivo, comemore. Você teve lucro!

Gestão do capital de giro evita desestabilização diante de imprevistos

O capital de giro é o mínimo de reserva disponível necessária para continuar movimentando o negócio em caso de imprevistos. Ele precisa ser igual à soma dos custos fixos e variáveis mensais, mais a estimativa de custo da necessidade média de estoque.

Assim, se você passar por um momento de inadimplência, queda sazonal de vendas, crise financeira e aumento de custos fixos por conta de investimentos, não ficará financeiramente desamparado e nem precisará recorrer a empréstimos bancários.

Os juros altos costumam prejudicar muito a lucratividade de uma empresa.

Fluxo de caixa orienta a tomada de decisão

O controle do fluxo de caixa é um dos instrumentos financeiros mais importantes de uma empresa. Trata-se do controle dos movimentos de entrada e saída de dinheiro que devem ser controlados mês a mês. É por meio dessa gestão que teremos condições de tomar decisões mais assertivas sobre as demandas do negócio.

Por exemplo: se você quer comprar um equipamento novo, sabe o quanto precisa economizar para isso.

É por meio dos resultados mensais do fluxo de caixa que será possível identificar o quanto o lucro obtido pode subsidiar a compra, ou se há prejuízos em andamento e ainda é tempo de esperar ou investir em marketing para atrair novos clientes.

Nesse controle pode ser necessário usar o capital de giro, já que contas a pagar podem vencer antes dos recebimentos. Portanto, é preciso muito cuidado para não negligenciar sua reposição no fim do mês.

Sem essa providência, o balanço final pode ser confundido com lucro quando na verdade sua empresa está perdendo patrimônio.

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Balanços anuais indicam situação geral da empresa

Existem dois demonstrativos financeiros anuais que também são muito importantes para os empreendedores obterem uma visão realista e integral sobre a saúde da empresa: o Balanço Patrimonial e o Demonstrativo do Resultado do Exercício.

O Balanço Patrimonial se refere à relação de bens de uma empresa, tanto os adquiridos com recursos próprios quanto os comprados com dinheiro de terceiros, que implicam dívidas e obrigações a pagar.

Já o Demonstrativo do Resultado do Exercício é o relatório das operações realizadas ao longo de um exercício contábil (geralmente, um ano). Ele confronta as receitas obtidas pela empresa com as despesas para obter a visão geral de gastos, faturamento e lucro.

A elaboração de ambos os demonstrativos é uma tarefa que exige maior aprofundamento de conhecimentos contábeis, por isso é importante que seja solicitado ao contador.

Por fornecerem uma visão geral sobre a saúde da empresa, esses documentos costumam ser solicitados por gerentes de banco e investidores antes de viabilizarem empréstimos e aportes financeiros.

Para finalizar, você precisa responder uma última pergunta: O que faz meu negócio ser atrativo financeiramente? Lembre-se que ele só vale a pena se remunerar bem o capital investido, o que podemos identificar comparando o lucro obtido com a rentabilidade de qualquer outra aplicação financeira.

Gostou dessas informações? As lições planejamento financeiro para PME precisam ser cada vez mais divulgadas para ajudar nossos empreendedores, para que a economia do país cresça e beneficie a todos. Compartilhe nas suas redes sociais e ajude outras empresas!

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Ronnie Birolim
Ronnie Birolim

Formado em Ciência da Computação e Marketing é hoje o CMO (Diretor de Marketing) da Soften Sistemas. Escreve para o blog e coordena o departamento de marketing. Está na Soften desde 2007 e nas horas vagas curte sua família, Rock anos 90 e video games.

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