MEI: entenda quando pequenos custos individuais se tornam problemas

Ronnie Birolim - 04/08/2017 - 1 Comentário(s)

O microempreendedorismo é um segmento em franco crescimento, e a categoria do microempreendedor individual (MEI) é a principal responsável pela alavancagem do setor. Em 2016, o crescimento do MEI ficou na razão de 20%.

Portanto, se você é um MEI, fique atento! A concorrência tem sido cada vez mais acirrada, motivada pelo crescimento do empreendedorismo em função da recessão econômica.

Para se manter competitivo e em crescimento, a palavra de ordem é organização. E, em meio a tantas obrigações, é compreensível que bata um certo desânimo. É preciso dar conta dos impostos, das burocracias e da gestão de pessoas e de materiais.

Mas acredite: quanto antes forem tomadas medidas a respeito disso, melhor. Veja o porquê:

Use e abuse das planilhas de gastos (e conte sempre com a ajuda da tecnologia)

Quem compra e vende materiais — sejam eles insumos para produção de mercadorias ou apenas itens comprado por atacado que serão revendidos — não pode abrir mão do controle dos gastos.

Todo comerciante pode (e deve) focar na organização como base para o crescimento. Não precisa ser altamente técnico ou especialista em finanças. Basta usar a tecnologia como ferramenta para auxiliar no controle de gastos.

E, ao contrário do que se possa imaginar, a informática está à disposição até mesmo das pessoas menos habituadas aos computadores e à internet.

O uso de planilhas é uma alternativa simples de controle da entrada e da saída de materiais.

A planilha para fluxo de caixa, por exemplo, ajuda muito nessa tarefa — e, apesar de ser muito importante, ela nem sempre recebe a devida atenção por parte do microempreendedor.

Controle o que entra e o que sai sempre

A entrada e a saída de materiais não é o único ponto crítico para quem gerencia um negócio por conta própria.

Um erro comum entre microempresários é controlar de cabeça as quantidades de mercadorias e de insumos a comprar — o que pode se tornar um hábito nocivo aos negócios.

Quem vende produtos ou serviços necessariamente compra alguma coisa, e é nesse quesito que o controle do fluxo do que entra e o que sai deve ser feito minuciosamente.

Não é raro que pequenos empresários se surpreendam com o quanto estavam desperdiçando por não controlarem o que era comprado e o que era vendido.

Evite misturar pessoal com profissional financeiramente

Outro equívoco cometido por MEIs de todos os segmentos é não ter em vista, claramente, o que é gasto pessoal e o que deve ser reinvestido na manutenção do negócio.

Com a correria do dia a dia, os gastos pessoais vão se misturando aos do empreendimento. Sem controle, esse hábito se torna perigoso e pode ir, aos poucos, “matando” o negócio.

Felizmente, esse é um risco muito fácil de ser evitado: basta lançar mão dos mecanismos de controle já citados, que vão ajudar a definir com clareza o que é capital de giro e o que é o lucro.

Parte dos ganhos será o salário do empreendedor, e a outra parte deve ser reinvestida na melhoria do negócio.

Figura Download E Book MEI e NFe

Estipule um salário mensal

Quando se tem o controle efetivo dos gastos com o próprio negócio, fica mais prático saber o quanto se tira de lucro. Uma fatia desse lucro deve ser reservado a título de salário, destinado a cobrir gastos pessoais.

Para se manter sempre em uma margem segura, é preferível trabalhar com percentuais. Assim, se as vendas aumentarem, o salário também aumenta.

Outro aspecto importante é que, quando se estipula um limite a título de salário, fica mais fácil gerenciar os gastos com o negócio.

Uma vez retirado o pagamento pelo próprio trabalho, o excedente deve ser utilizado como reserva prudente ou na compra de novos recursos ou no pagamento de funcionários e de fornecedores.

Realize um planejamento estratégico

Até mesmo as grandes empresas podem sucumbir perante a falta de gestão e de planejamento. Não é difícil, em um rápido esforço de memória, enumerar grandes lojas e magazines que sumiram do mapa por falta de planejamento estratégico.

Se isso pode acontecer com cadeias de lojas em nível nacional, o que dizer de um microempreendimento?

A verdade é que, quanto menor o negócio, mais detalhado deve ser o seu planejamento (pelo menos se a intenção é sobreviver aos dois 2 anos de atividade, período mais crítico para os microempreendedores).

Ainda em relação ao planejamento, uma análise SWOT pode oferecer respostas para detecção de possíveis falhas e pontos a serem aprimorados.

Assine uma boa plataforma de gestão

A emissão de notas fiscais, assim como toda a parte de gestão tributária para pequenas e médias empresas, é facilitada quando se conta com um software de gestão empresarial e que auxilie na emissão de nota fiscal eletrônica.

Sendo MEI, a necessidade de emitir notas quando se presta serviços para outras empresas é uma exigência legal.

Considerando que nem todo empreendedor tem o preparo para lidar com os encargos fiscais, torna-se ainda mais importante contar com uma plataforma de gestão que facilite ao máximo a vida de quem não tem tempo a perder.

Estar em dia com as obrigações tributárias não pode nem deve ser empecilho para focar no que realmente importa, que é a melhoria contínua nos serviços prestados ou na qualidade dos produtos vendidos.

Quando não recebem a atenção devida ou têm a sua solução deixada para depois, os encargos podem ser tornar um problema — quando, na realidade, tal preocupação nem deveria existir.

Isso porque há formas automatizadas de emissão de notas fiscais eletrônicas que desobrigam o empreendedor de ter que lidar com cálculos de impostos e contas a receber.

A tecnologia é uma aliada dos microempreendedores que não dispõem de tempo ou não estão familiarizados com processos eletrônicos. É possível até mesmo gerenciar estoques inteiros, apenas com o apoio de um software específico.

Dessa forma, são anuladas as chances de erro junto a contadores na hora de fazer o faturamento e calcular tributos ou recebíveis. Para o MEI, trata-se de uma alternativa que pode suprir a falta de um profissional dedicado a resolver toda a parte de tributação, cálculo de impostos e pagamentos devidos.

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Ronnie Birolim
Ronnie Birolim

Formado em Ciência da Computação e Marketing é hoje o CMO (Diretor de Marketing) da Soften Sistemas. Escreve para o blog e coordena o departamento de marketing. Está na Soften desde 2007 e nas horas vagas curte sua família, Rock anos 90 e video games.

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