Funcionário o dia todo no Facebook e YouTube? Saiba o que fazer!

Funcionario o dia todo no facebook e youtube, saiba o que fazer.

Assim como na vida pessoal, no trabalho a internet é uma ferramenta indispensável. O problema surge quando os funcionários se esquecem das responsabilidades e resolvem misturar os dois mundos, o pessoal e o profissional.

Com isso, boa parte do tempo que deveria ser dedicado às funções para as quais eles foram contratados acaba sendo utilizado para acessar Facebook, YouTube e outras redes sociais e sites.

Mas como é possível resolver esse tipo de problema? Esse é o assunto que vamos abordar neste artigo. Confira!

Avalie o uso da internet no trabalho

Antes de tudo, é preciso avaliar as atividades dos funcionários, a fim de identificar o nível de envolvimento que cada uma tem com a internet.

É preciso considerar que algumas tarefas não podem ser realizadas sem o uso da rede, enquanto outras não dependem nem um pouco dela.

Uma secretária, por exemplo, precisa da rede constantemente para enviar e-mails e usar o WhatsApp em contatos de serviço, além de outras tarefas relacionadas ao trabalho.

Portanto, é até natural que entre uma atividade e outra ela assista a um vídeo rápido ou que curta a foto de um amigo no Facebook.

Se isso não prejudicar o desempenho, não tem problema algum e pode ser útil, uma vez que a funcionária se sinta menos estressada agindo assim.

Por outro lado, um vendedor de balcão, contratado para ter contato pessoal direto com o público e que não faz vendas pela internet, não precisa de internet para trabalhar.

Pelo contrário, o acesso a ela pode funcionar como uma distração e prejudicar a qualidade do entendimento. Nesse caso, a atividade na web precisa ser restringida ao máximo.

Estabeleça regras

Portanto, a partir dessa compreensão você pode criar regras que condicionem o uso da internet. É preciso definir claramente que, no trabalho, ela deve ser utilizada essencialmente para as atividades funcionais.

Os acessos de interesse pessoal somente serão tolerados se ocorrerem muito esporadicamente ou se forem plenamente justificáveis.

De fato, é preciso ter alguma tolerância, uma vez que as pessoas estão conectadas o tempo todo, inclusive pelo celular, utilizando os próprios pacotes de dados.

Portanto, é praticamente impossível ou extremamente desgastante proibir completamente o acesso, a não ser que a atividade exercida exija 100% de atenção durante todo o tempo.

No entanto, como esse tipo de situação tão rigorosa só acontece em atividades muito específicas — como no controle de voos, por exemplo — é possível que na sua empresa não sejam desenvolvidas tarefas do gênero.

Assim, uma olhada eventual no Facebook, no YouTube ou no WhatsApp pode até ser tolerada. Porém, as condições definidas pela empresa devem ser respeitadas.

Para tanto, as regras devem ser amplamente conhecidas. Uma boa ideia é publicá-las em uma página privativa no site da empresa e compartilhar o link com todos os funcionários. Assim, ficará fácil distribuir a informação e também relembrá-la, se houver necessidade.

Inclua penalidades

Contudo, como existem as pessoas teimosas ou com dificuldade para assimilar regras, você deve estabelecer procedimentos de advertência e até penalidades.

Por exemplo, você pode enviar uma mensagem pelo WhatsApp alertando o funcionário para o abuso e pedindo para que ele leia novamente as regras, reenviando o link, para reforçar.

Se o problema persistir, recorra às penalidades. Por exemplo, você pode cortar alguma regalia que o funcionário tenha conquistado ou, se o problema for mais abrangente, atingindo mais funcionários, trocar a senha de Wi-Fi e restringir o acesso aos computadores da empresa.

Vale ressaltar que as punições devem ser rigorosas e aplicadas sempre que necessárias. No entanto, elas também devem ser dadas de maneira privativa.

Em qualquer situação, tome cuidado para não infringir direitos que o funcionário tenha e também não o exponha a situações constrangedoras — como enviar advertência pelo grupo da empresa.

Use sempre o bom senso

O bom senso é a chave para o sucesso nas relações pessoais e profissionais. No caso das empresas, essa qualidade deve fluir em uma via de mão dupla. Ou seja, tanto o empregador quanto o empregado devem fazer uso do bom senso.

O diálogo constante ajuda muito nesse sentido. Contudo, como a abordagem do assunto é mais geral, recomenda-se que você trate dele em uma reunião com toda equipe, na qual o problema seja exposto, e as regras abordadas.

Nas reuniões seguintes, se o inconveniente persistir, insista no cumprimento das condições estabelecidas.

Nesse ponto, é importante abrir a oportunidade para que as ponderações particulares e os casos especiais sejam ouvidos e avaliados. É possível que situações surjam e que precisem ser tratadas de maneira diferenciada da regra.

Por exemplo, alguém que esteja passando por uma situação de doença na família pode ter a necessidade de estabelecer contatos pessoais durante o expediente, o que justificaria o uso da internet além da tolerância estabelecida. Porém, mesmo situações como essa devem ser controladas.

O funcionário deve comunicar as necessidades específicas à direção da empresa, a quem caberá autorizar ou não o uso da internet no trabalho além dos padrões estabelecidos.

É preciso deixar claro para todos que, até o ponto em que o monitoramento não interfira na privacidade do funcionário, cabe à empresa definir suas condições de uso, inclusive as excepcionais.

Imponha limites

O quadro de funcionário de cada organização tem as suas características próprias, que estão estreitamente relacionadas ao perfil de quem o compõe. Por isso, medidas bem-sucedidas em uma empresa podem não funcionar em outra, justamente porque as pessoas apresentam comportamentos diferentes.

Isso significa que, mesmo com todas as regras e o uso do bom senso, o problema pode não ser resolvido amigavelmente, o que seria o ideal.

Portanto, se mesmo após as medidas de controle pelo menos um funcionário continuar usando a internet no trabalho de maneira indevida, isso significa que está na hora de tomar medidas mais duras.

Uma delas seria bloquear o acesso a sites que não estejam relacionados à atividade empresarial. Mesmo assim, o problema ainda pode persistir, já que o funcionário indisciplinado poderá continuar acessando a internet a partir do celular.

Vale ressaltar ainda que o mau comportamento persistente desafia a autoridade do empregador, o que precisa ser tratado com severidade. Pode ser que na equipe haja um único funcionário excessivamente indisciplinado e que tenha poder de influenciar negativamente os demais.

Se essa for a situação, considere que esse tipo de atitude pode justificar uma demissão por justa causa. Entretanto, como estamos falando de uma medida muito drástica, pondere bastante antes de adotá-la.

Afinal, a simples menção disso pode fazer com que o funcionário recobre o bom senso.

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Se você ainda tem dúvida sobre como agir diante dos excessos de uso da internet no trabalho ou se deseja dar a sua opinião, deixe o seu comentário. Queremos saber o que pensa do assunto e teremos satisfação em ajudar!

Ronnie Birolim
Ronnie Birolim

Formado em Ciência da Computação e Marketing é hoje o CMO (Diretor de Marketing) da Soften Sistemas. Escreve para o blog e coordena o departamento de marketing. Está na Soften desde 2007 e nas horas vagas curte sua família, Rock anos 90 e video games.

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