8 maiores dificuldades na gestão de micro e pequenas empresas

Guilherme Volpi - 13/07/2017 - 0 Comentário(s)

As micro e pequenas empresas são responsáveis por uma grande fatia do giro econômico brasileiro. Para você ter uma ideia, os pequenos negócios ocupam mais de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Segundo a pesquisa do SEBRAE, existem mais de 9 milhões de microempresas no país que, por sua vez, representam cerca de 27% do PIB.

No entanto, muitas dessas empresas enfrentam dificuldades que as levam a fechar as portas precocemente. Entre os principais problemas, estão o excesso de burocracia para a obtenção de créditos, a ausência de planejamento e a alta carga tributária.

Pensando nisso, no post de hoje vamos listar as 8 principais dificuldades que fazem parte do dia a dia de um microempreendedor. Acompanhe:

1. Falta de planejamento

Pode até soar um pouco óbvio, mas a maioria das micro e pequenas empresas não possuem um planejamento adequado. Sem ele, é praticamente impossível crescer de maneira estruturada.

Dessa maneira, sua elaboração é essencial para que o empreendedor possa ter controle sobre o crescimento dos negócios. Dentre as dificuldades em relação ao planejamento, podemos citar:

  • a ausência de metas sobre o faturamento e o crescimento;
  • a ausência de indicadores que medem resultados para acompanhar a expansão da empresa;
  • a falta de conhecimento sobre os processos internos;
  • a falta de interesse em estudar os concorrentes.

O primeiro passo para se realizar um planejamento de sucesso é elaborar as metas e objetivos do empreendimento. Para isso, é preciso conhecer a missão, a visão e os valores do negócio. Mas, isso não significa apenas pendurar um quadro com esses valores na sua sala.

Significa saber, respectivamente, onde a empresa quer chegar, qual a relevância dos clientes para a marca e qual a sua razão de existir.

Fazer um diagnóstico do mercado é importantíssimo. Nele, é necessário identificar como você pode competir com a concorrência, especificando seus pontos fortes e fracos, de modo a elaborar um plano de ação mais assertivo.

2. Excesso de legislação

Apesar das muitas reformas e criação de leis específicas para microempresas, elas ainda enfrentam uma enorme dificuldade: o excesso de legislação.

A todo momento, são modificadas ou criadas leis e obrigações tributárias e, por esse motivo, muitos microempresários ficam de mãos atadas.

Uma boa solução é utilizar os serviços de um contador, uma vez que esse tipo de profissional está sempre atualizado. Ele poderá lhe dar apoio desde o início do empreendimento, auxiliando-o junto aos órgãos necessários, bem como elaborando o contrato social da maneira correta.

3. Falta de um sistema de gestão

A utilização de um sistema de gestão auxilia na obtenção de dados referentes à operação da empresa, como compras realizadas, emissão de notas fiscais, entre outras atividades.

Como muitas dessas obrigações são digitais, o uso de um software especializado favorece o cumprimento desses procedimentos, unificando todas as informações.

Além disso, quando o cálculo contábil é feito digitalmente, há mais confiabilidade sobre os resultados e é consumido menos tempo para garantir que as contas estejam em dia.

4. Dificuldades de acesso a crédito

No Brasil, a maneira mais fácil de obter crédito para micro e pequenos empreendimentos é por meio de financiamentos junto às instituições financeiras.

E é a partir disso que começam as dificuldades, já que muitas dessas instituições, principalmente os bancos privados, nem sempre oferecem boas linhas de crédito.

O BNDES é uma boa opção, uma vez que é uma instituição pública que pode oferecer uma linha de crédito específica para microempresas, com prazos maiores e taxas menores, que não comprometem o capital dos negócios.

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5. Falta de motivação dos funcionários

Após serem contratados, seus colaboradores precisam querer continuar com você e, para isso, eles precisam se sentirem motivados.

Portanto, criar um programa que possa estimular sua equipe a dar o seu melhor é fundamental. Ter um plano de carreira, otimizar processos, oferecer gratificações e investir em treinamento são excelentes formas de assegurar que eles permaneçam na sua empresa.

Com a redução da taxa de rotatividade, torna-se possível estabelecer projetos em longo prazo, graças à relativa segurança sobre a retenção do talento.

6. Não agregar valor aos produtos

A competitividade também está ligada aos produtos que você oferta. Com a livre concorrência do mercado, quem oferece mercadorias ou serviços com menores preços geralmente vende mais.

No entanto, não estamos querendo dizer que você deve baixar o valor dos seus produtos: muitas vezes, é possível aumentar a competitividade quando você agrega mais valor aos itens que oferece.

Mas, como fazer isso? Suponhamos, por exemplo, que você vende um produto para o cliente final. Em vez de somente vendê-lo, você oferece um bom atendimento, diversas condições de pagamento e uma inovação constante.

Ao realizar esses procedimentos, sua empresa passa a agregar mais valor aos seus produtos.

Assim, pelo mesmo preço, o consumidor adquire muito mais vantagens e fica satisfeito. Com isso, sua marca torna-se mais confiável e conhecida em relação a outras opções do mercado, mesmo que elas sejam mais baratas.

7. Falta de investimento na fidelização de clientes

Na verdade, investir na fidelização de clientes não é uma dificuldade e sim uma necessidade. É preciso dar mais atenção àquelas pessoas que já compraram um produto seu, estabelecendo estratégias para que elas comprem novamente.

Existem dois motivos que podem te convencer: o primeiro é que é bem mais barato continuar vendendo para clientes do que para novas pessoas. O segundo, é que as pessoas costumam comprar de empresas que já lhes ofereceram uma boa experiência de compra.

Dessa maneira, para o sucesso desse investimento, crie um programa de fidelidade com procedimentos, como um bom pós-venda e um atendimento de alta qualidade para elevar a satisfação do seu público o mais rápido possível.

8. Desperdício de recursos

A crise econômica é uma dura realidade. Porém, ela permite que você possa atuar ativamente nas políticas de custos gerais do seu negócio. Afinal, esse não é o momento de desperdiçar recursos.

Comece mapeando os processos da empresa e identifique o que pode ser eliminado e o que pode ser otimizado. Localize, também, as principais fontes de despesas, identifique os gastos essenciais e os que não são, e quais podem ser reduzidos.

Revise suas relações com fornecedores. Para isso, faça orçamentos com empresas de boa qualidade e analise quais delas oferecem as melhores condições para a sua empresa.

Não se esqueça de envolver todos com a política de redução de custos. Desde a equipe administrativa até os colaboradores da produção, todos precisam estar engajados em diminuir a estrutura de custos.

Como você pode perceber, mesmo que as micro e pequenas empresas enfrentem as dificuldades citadas acima, é perfeitamente possível permanecer atuante no mercado. Basta buscar as melhores soluções para os obstáculos que surgem no caminho!

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Guilherme Volpi
Guilherme Volpi

Guilherme Volpi é CEO da empresa Soften Sistemas. Formado em Administração de Empresas, programava softwares nas horas vagas. Hoje coordena todo grupo Soften e quando sobra um tempinho escreve para o blog.

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